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Presidente da Tunísia demite ministro do Interior e chefe da polícia

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Presidente da Tunísia demite ministro do Interior e chefe da polícia

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Um dia depois de a contestação ter chegado às ruas de Tunis, o poder tunisino parece mudar de atitude. O presidente, Ben Ali, demitiu o ministro do Interior e o chefe da polícia e anunciou a libertação de todos os cidadãos detidos nas manifestações dos últimos dias.

Um gesto que visa acalmar a sociedade, quando começam a surgir rumores de que algumas fações do exército poderão estar a juntar-se ao movimento de contestação civil.

A crise dramatizou-se no fim de semana passado com confrontos violentos em diversas cidades do centro do país. Segundo fontes oficiais terão morrido 21 pessoas; fontes sindicais falam em mais de 50 mortos.

A oposição pede mudanças:

“Quatro semanas de repressão de manifestantes provaram que se este movimento não parou é porque as origens são muito profundas e as reclamações são legítimas e sérias. Por isso, se o regime continuar a reprimir os manifestantes, não vai resolver o problema, pelo contrário, o movimento vai crescer. Sabe, a contestação chegou ontem à noite à capital e o exército saiu nas principais ruas de Tunis. Há outra saída para esta crise, mas o regime tem que ter a coragem de reconhecer os seus erros e deixar participar todos os tunisinos na construção de um futuro melhor”, afirmou à euronews um dos líderes históricos da oposição tunisina.

O país está na mira do mundo inteiro. Esta manhã diversas bombas artesanais foram lançadas sobre o edifício da embaixada da Tunísia, em Berna, na Suíça. A União Europeia e os Estados Unidos já condenaram o uso desproporcionado da força sobre os civis.