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Violência alastra na Tunísia

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Violência alastra na Tunísia

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Na Tunísia, apesar das medidas anunciadas pelo presidente, o dia foi de violentos confrontos entre as forças da ordem e manifestantes, na capital e em várias cidades.

Só durante o dia de quarta-feira, quatro pessoas terão sido mortas. O governo decretou o recolher obrigatório entre as oito da noite e as seis da manhã.

Numa tentativa de acalmar os ânimos, o primeiro-ministro anunciou a demissão do ministro do Interior e do chefe da polícia, a libertação de todos os manifestantes detidos nos últimos dias e a criação de uma comissão de inquérito sobre a corrupção.

Uma das principais líderes da oposição afirma que “depois de todas estas medidas é inadmissível que se continue a disparar sobre as pessoas e isso vai mergulhar a Tunísia numa situação de violência. Apelamos ao fim dos tiros e a um programa de reformas global elaborado por um governo de salvação nacional”, concluiu.

De acordo com fontes oficiais, foram mortas 24 pessoas desde o início do movimento de contestação. Os sindicatos falam em mais de cinco dezenas de mortos.

A Tunísia está na mira do mundo. Esta tarde dezenas de pessoas protestaram em Bruxelas; durante a manhã, foram lançadas bombas contra a embaixada da Tunísia, em Berna.

A União Europeia e os Estados Unidos condenaram o uso da força sobre a população civil.