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Agitação social continua a abalar a Tunísia

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Agitação social continua a abalar a Tunísia

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No centro da capital tunisina, pelo menos cinco pessoas foram feridas por tiros em confrontos com a polícia, e em Sliman, 40 quilómetros a sul de Túnis, segundo testemunhas, dois jovens foram mortos também durante confrontos com a polícia.

Enquanto fontes oficiais apontam o dedo aos manifestantes, acusando-os de serem manipulados por grupos de extremistas que querem destruir o país, estes dizem-se revoltados com o desemprego a corrupção e a repressão na sociedade tunisina:

“Andaram sempre a perseguir-nos. Dispararam balas reais, não eram de borracha”,

“As pessoas com passa-montanhas, não são pessoas da rua, são agentes da polícia. São eles que incendeiam os carros, pilham e destroem. Hoje, foram eles que começaram a disparar na rua central e mataram pessoas”,

“A família Ben Ali encareceu o custo de vida. Tudo tem o seu selo. Tudo é caro: eletricidade, água, pão. Com os nossos salários não podemos satisfazer as necessidades mais básicas. Se comprarmos um maço de cigarros lá se vai o nosso ordenado”, reclamam cidadãos anónimos.

Ben Ali fez esta quinta-feira o terceiro discurso desde que em meados de dezembro começaram os protestos, mas, como refere Jamel Ezzedini, o correspondente da euronews em Túnis, continuam ainda a pairar no ar muitas dúvidas sobre a estabilidade social e política num pais com um presidente no poder há 23 anos:

“Apesar do presidente ter decidido demitir dois dos seus conselheiros, e o governo apelar à calma, os protestos continuam em Túnis e em várias regiões do país”.