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Líbano: Comunidade internacional teme o reacender do rastilho

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Líbano: Comunidade internacional teme o reacender do rastilho

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O Governo de união do Líbano caiu esta quarta-feira com a demissão de 11 ministros do movimento xiita libanês Hezbollah e aliados de um executivo de 30 elementos.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Musa, reagiu à crise política exprimindo o receio de que o país possa entrar num ambiente de tensão política, mas um responsável do Movimento de 14 de Março afirmou: “Esta é uma decisão definitiva da Força de 14 de março: Não iremos protestar para as ruas, nem confrontar a oposição. Vamos deixar que o exército e as autoridades mantenha a lei e a ordem”.

O Hezbollah pretendia que o governo repudiasse o tribunal especial para o Líbano que investiga o
assassinato do ex-chefe do executivo Rafic Hariri, ocorrido em 2005.

O anúncio das demissões ocorreu na altura em que o primeiro-ministro libanês Saad Hariri visitava os Estados Unidos, que já reagiram às demissões através do porta-voz do departamento de estado.

“Acreditamos que todos os líderes libaneses têm a responsabilidade de servir o povo do Líbano.

Derrubar o governo é tentar minar o tribunal especial e uma fuga a essa responsabilidade”, sublinhou P.J. Crowley.

Contudo, prudentemente, fontes americanas dizem também que o Hezbolah não parece querer mobilizar os cidadãos.

O acordo que unia o Governo libanês foi quebrado.

As próximas horas irão determinar se este conflito de longa data se reacenderá.