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Espaço Schengen: Portas fechadas para a Roménia e a Bulgária

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Espaço Schengen: Portas fechadas para a Roménia e a Bulgária

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A Roménia e a Bulgária não são por agora bem-vindas ao Espaço Schengen. Segundo vários diplomatas, a entrada de Bucareste e Sofia no espaço europeu de livre circulação não terá lugar em março, como previsto, pois as avaliações aos controlos fronteiriços são negativas.

O Espaço Schengen, com o nome da pequena localidade luxemburguesa onde foi assinado o acordo, é composto por 25 países e permite a livre circulação a 400 milhões de cidadãos na Europa. Roménia e Bulgária esperavam entrar em março de 2011, mas França, Alemanha e outros 12 Estados consideram que os dois países não estão prontos.

Paris e Berlim denunciam os problemas que a Roménia e a Bulgária têm em termos de justiça, de combate à corrupção e ao crime organizado.

Elizabeth Collet, do Instituto de Política de Migração, defende que as razões são políticas e estão ligadas à imigração: “Penso que a França e a Alemanha, tal como outros países, têm dificuldades em mostrar alguma abertura em termos de imigração. Mesmo no quadro da União Europeia. É um tema contencioso durante uma crise económica”.

O caso da Grécia serve de exemplo. Atenas, membro desde 1992, viu a entrada em Schengen recusada três vezes e ainda hoje tem dificuldades em controlar 12 quilómetros da fronteira com a Turquia.

Elizabeth Collett defende: “Há um receio legítimo em relação à fronteira grega, que atualmente é um ponto quente. Se a Bulgária entrasse no Espaço Schengen iria transformar-se no ponto problemático da fronteira externa em termos de imigração ilegal. É o receio de certos países”.

A Hungria, atual presidente semestral da UE, diz que, até junho, será criada uma lista de exigências e que a entrada da Roménia e da Bulgária no Espaço Schengen poderá ocorrer, no melhor dos casos, em outubro. Até lá romenos e búlgaros continuarão a mostrar o passaporte.