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Tunísia: O jogo acabou

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Tunísia: O jogo acabou

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O jogo acabou. 14 de janeiro de 2011, uma data que a Tunísia não vai esquecer. O jogo acabou. Ben Ali partiu.

Os acontecimentos precipitaram-se ao longo do dia.

Depois de o presidente ter anunciado a demissão do governo, a convocação de eleições no prazo de seis meses, decretado o estado de emergência e o recolher obrigatório, surge o primeiro-ministro, que também tinha sido demitido, a dizer: Ben Ali partiu!

“O povo tunisino está na rua! O povo tunisino já não tem medo! O povo tunisino reivindica liberdade, igualdade e dignidade!” gritou Mayy Jribi a líder da oposição.

Os soldados estavam ao lado do povo.

“Espero que o povo tunisino consiga as suas reivindicações, não só no que respeita ao desemprego, mas também na luta contra a corrupção, o nepotismo e os que vivem à custa dele”,

“23 anos de corrupção e de injustiça, o povo tem de se ver livre deste ditador. Ele é um fardo para o nosso povo que luta”,

“Uma mensagem para todos os povos do mundo: Não temam os ditadores! Não temam os ditadores! Não temam os ditadores!”, desabafaram alguns dos manifestantes.

No poder, há 23 anos, Ben Ali abandonou a Tunísia após uma contestação sem precedentes ao seu regime.

Tudo começou em meados de dezembro numa cidade chamada Sadi Bouzi quando um jovem de 23 anos se imolou pelo fogo, depois de a polícia lhe ter confiscado a banca em que vendia fruta.

Esse era o único sustento da família…