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Tunísia: calma precária na capital

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Tunísia: calma precária na capital

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Dois dias após a queda do presidente Ben Ali, a capital da Tunísia acordou deserta mas relativamente calma. Durante a noite, helicópteros sobrevoaram Túnis, depois de terem sido dados alertas sobre milícias armadas que disparavam contra as casas.

Junto à Praça 7 de novembro – dia em que Ben Ali iniciou o reinado de 23 anos como presidente – há quem peça a alteração do nome para Praça 14 de janeiro, dia da “Revolução de Jasmim”.

Apesar da presença de tanques, muitos habitantes preferiram formar comités de vigilância para defender os bairros das pilhagens. Várias testemunhas atribuem os motins às milícias fiéis a Ben Ali.

O presidente fugiu na sexta-feira do país, após um mês de revolta popular, violentamente reprimida pelas forças de ordem. A última vítima é um fotojornalista francês, baleado pela polícia nas manifestações de sexta-feira.

Além da insegurança, a população enfrenta, agora, a ameaça da escassez de alimentos e de combustíveis.