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Tunísia: violência e pilhagens ensombram "revolução de jasmim"

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Tunísia: violência e pilhagens ensombram "revolução de jasmim"

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O exército tunisino tenta restabelecer a ordem no país, 48 horas após a queda do presidente Ben Ali.

Uma das residências do ex-chefe de Estado, na estância turística de Hammamet, foi vandalizada durante a noite de sexta-feira.

Esta noite, apesar do recolher obrigatório em vigor, há registo ainda de cenas de pilhagem e tiroteios, levados a cabo pela polícia e milícias fiéis ao ex-presidente que procurou refúgio na Arábia Saudita.

O conselho constitucional nomeou ontem o líder do parlamento para o cargo de presidente interino e os principais partidos políticos tentam agora organizar as eleições antecipadas nos próximos dois meses.

Para lá da insegurança é a escassez de alimentos que ameaça o país, bloqueado desde há semanas pelas manifestações contra o custo de vida e a corrupção.

Um habitante de Túnis afirma que não consegue encontrar farinha, pão e água potável. “A maioria das lojas encontra-se fechada e é difícil encontrar bens essenciais. A situação é bastante difícil”.

O exército foi mobilizado em todo o país e foram disponibilizadas várias linhas de emergência para tentar pôr fim às pilhagens e tiroteios.

A revolta ameaça agora atingir algumas figuras próximas do anterior regime. Um sobrinho de Ben Ali, presidente de câmara e grande empresário tunisino, morreu ontem no hospital depois de ter sido apunhalado na sexta-feira em Túnis.