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Presidente da Airbus otimista para 2011

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Presidente da Airbus otimista para 2011

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Stefan Grobe, euronews:
A partir de Toulouse, junta-se agora a nós o presidente da Airbus, Tom Enders.

Sr. Enders, 2010 foi um ano recorde para a Airbus, com mais de 570 encomendas, mais de 500 entregas e uma faturação que chegou aos 30 mil milhões de euros. Qual foi o momento mais difícil para a empresa, durante o ano?

Tom Enders:
O ano passado foi muito melhor que o que esperávamos. Isso tem a ver com a recuperação do mercado e com o facto de estarmos a melhorar os nossos programas de desenvolvimento, sobretudo programas capitais como o A400M ou o A380.

euronews:
A propósito do A380, diz que espera produzir três aviões por mês. Acha que o A380 ainda é um modelo para o futuro?

Enders:
É, com certeza que sim. Temos novas encomendas, isso vai continuar ao longo deste ano. Temos agora 42 aviões em serviço. O feedback dos clientes e dos passageiros é muito bom. E a produção vai, de facto, aumentar em 2012 do dois para os três aviões por mês.

euronews:
O problema com os motores já está resolvido?

Enders:
Penso que a Rolls Royce tem um bom entendimento do que correu mal e do que precisa de ser feito. Lembre-se que tivémos de fornecer alguns motores para que as companhias pudessem continuar a voar com os A380. E, com certeza, a nossa prioridade vai para os clientes. É possível que haja algumas rupturas em 2011, mas isso deve desaparecer ao longo do ano.

euronews:
Outro problema tem a ver com o avião de transporte militar A400M. Há notícias de que os políticos alemães mantêm sérias dúvidas a respeito das necessidades de financiamento do Ministério da Defesa. Qual a importância dessas dúvidas?

Enders:
Como sabe, foram concluídos acordos de princípio com sete governos em março, acordos esses que foram assinados em novembro. Agora, estamos a deparar-nos com um processo necessário, que é o da aprovação política. Na Alemanha, a comissão orçamental do Bundestag precisa de aprovar. Entendo essas questões, mas acredito que a aprovação vai ser feita rapidamente.

euronews:
Isso significa quando?

Enders:
Penso que até ao fim de janeiro. É preciso compreender que há seis governos à espera do maior cliente, que é a Alemanha, para poderem cumprir os acordos.

euronews:
Deixando de lado os sucessos e os percalços, em que direção está o grupo a voar este ano?

Enders:
Estamos relativamente otimistas para 2011. Acreditamos que o ritmo de recuperação económica vai levar a um nível importante de encomendas e vamos provavelmente aumentar a produção. Como disse, prevemos a entrega de 520 a 530 aviões comerciais e 20 aviões militares. Mas ainda enfrentamos grandes desafios, que têm a ver com os programas de desenvolvimento do A400M e do A350.