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Tunísia: Novo governo gera polémica

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Tunísia: Novo governo gera polémica

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Pouco depois de ter anunciado a formação de um governo de união nacional, o primeiro-ministro tunisino, Mohammed Ghannouchi, garantiu a realização de eleições legislativas e presidenciais na Tunísia no prazo máximo de seis meses e prometeu a libertação dos presos políticos.

“Todos os que estão presos ou detidos por causa das suas opiniões ou atividades políticas, serão libertados”, sublinhou Ghannouchi.

Ahmed Brahim, ministro da educação e líder do movimento Ettajdid defendeu uma preparação cuidada das eleições: “Temos de chegar a um acordo sobre a necessidade de boicotar a antiga ditadura, um acordo para preparar novas eleições de forma civilizada e ordeira, nas quais o povo possa expressar o que necessita através de eleições presidenciais transparentes.”

Para Moncef Marzouki o líder do Congresso para a República, um partido de esquerda laica ilegalizado pelo antigo regime, a presença de ministros do partido da ditadura no governo faz de todo este processo uma farsa.

Jamel Ezzedini o correspondente da euronews em Tunis já ouviu queixas de associações de direitos humanos: “Na Tunísia, um novo governo, tem de ser um governo de unidade nacional, mas alguns partidos não o integram. Alguns partidos e organizações de direitos humanos condenaram a presença de símbolos do regime anterior no novo governo. Na Tunísia, continua a controvérsia sobre a credibilidade deste governo e a participação do partido do antigo regime no novo executivo”.