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UE pronta a ajudar na transição democrática da Tunísia

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UE pronta a ajudar na transição democrática da Tunísia

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A União Europeia (UE) levanta-se para recordar as vítimas da revolta social na Tunísia e espera que a transição seja democrática e estável.

Após um minuto de silêncio, respeitado no Parlamento Europeu, o comissário para a Política de Vizinhança, Stefan Füle, tentou responder às críticas dos que acusam os europeus de terem fechados os olhos às violações dos direitos humanos durante o regime de ben Ali: “Se ainda houvesse céticos, que pensam que os valores dos direitos humanos eram apenas partilhados a nível teórico, devem ouvir e voltar a ouvir a voz das ruas tunisinas dos últimos dias e semanas: era um pedido de democracia e de mais justiça económica”.

A Tunísia foi o primeiro país do sul do Mediterrâneo a assinar um acordo de associação com a União Europeia em 1995. Relações bilaterais que Bruxelas e Tunis tentavam reforçar através de um estatuto avançado, em curso de negociação.

A União Europeia diz estar pronta a ajudar a Tunísia a desenvolver a sua democracia. A porta-voz da Comissão Europeia foi clara: “Nós, como União Europeia, estamos prontos a dar assistência imediata, por exemplo, para preparar o processo eleitoral e oferecemos o nosso apoio a uma transição democrática genuína”.

Debaixo de críticas, a França prometeu investigar e congelar os bens da família ben Ali, suspeita, por diversos organismos, de desvio de fundos públicos, incluindo europeus.