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Críticas ao Galileo fazem cair dirigente da OHB Technology

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Críticas ao Galileo fazem cair dirigente da OHB Technology

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O sistema europeu de navegação por satélite, Galileo, “é uma ideia estúpida”, defendida pelos militares franceses, um desperdício do dinheiro dos contribuintes europeus”: as polémicas declarações custaram o emprego a Berry Smutny. O ex-diretor geral do fabricante alemão de satélites OHB Technology nega ter feito tais críticas, reveladas pelo WikiLeaks e por um jornal norueguês.

A OHB Technology ganhou, no ano passado, o contrato para fornecer 14 dos 30 satélites do Galileo, no valor de mais de 560 milhões de euros.

Mais um embaraço para o comissário europeu para a Indústria, que apresentou esta terça-feira os avanços do projeto. Segundo Antonio Tajani, “o patrão da OHB diz que acredita no Galileo. Depois desta história, enviou uma carta, dizendo que acredita no Galileo. Sabem, o WikiLeaks não é a Bíblia”.

O sistema europeu de navegação por satélite já é alvo de muitas críticas, devido aos constantes atrasos e à derrapagem dos custos. Nos próximos 20 anos deverá custar 20 mil milhões de euros. Mas é essencial, segundo o ex-cosmonauta checo e atual eurodeputado, Vladimir Remek: “China, Japão, Índia, Estados Unidos ou Rússia já desenvolveram ou estão a desenvolver um sistema de navegação por satélite. Se a Europa quer manter a competitividade tem de avançar com o Galileo”.

O Galileo, concorrente do americano GPS, deveria estar operacional em 2014, mas a Comissão Europeia fala agora em 2020.