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Líbano num impasse

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Líbano num impasse

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A tensão cresce no Líbano, à medida que se aproxima a data da apresentação da ata de acusação sobre o assassínio de ex-primeiro-ministro Rafic Hariri. O tribunal especial da ONU pode demorar, ainda, seis a dez semanas para terminar o processo.
 
O correspondente do “The Independent” para o Médio Oriente, entrevistado pela Euronews, evidencia a falta de interesse registada no país, para descobrir os responsáveis.
“O mais irónico é que após o assassinato de Hariri todos, no Líbano, disseram que queriam saber quem era o responsável. Mas a ONU demorou tanto tempo… É claro que esse tempo foi suficiente para todas as diversas partes -América, Israel, Irão, Síria – encontrarem a sua posição. Agora praticamente ninguém no Líbano quer saber quem matou Hariri porque temem as consequências,” evidencia.
 
O Líbano enfrenta uma crise política após a dissolução do governo, no passado dia 12. Consequência da demissão dos ministros do partido xiita Hezbollah e dos seus aliados.
 
As consultas para a nomeação de um novo primeiro-ministro foram adiadas, esta segunda-feira, por mais uma semana.
 
O medo impera nas ruas de Beirute, como confirma este libanês:“A situação é perigosa e devemos estar unidos. Todas estas acusações não são do nosso interesse. Devíamos estar unidos e acreditar no Líbano e que Deus nos ajude.”
 
Rafic Hariri foi assassinado em 2005 e, segundo os “media” locais o movimento xiita está envolvido no atentado. O Hezbollah advertiu que se defenderá de qualquer acusação e anunciou que não apoia a renomeação do atual primeiro-ministro, Saad Hariri, filho de Rafic Hariri.