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Obama e Hu reforçam parceria China/EUA

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Obama e Hu reforçam parceria China/EUA

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Rivais mas também parceiros, é assim que as duas potências, China e Estados Unidos, chegam a uma cimeira observada à lupa pelo mundo inteiro, tão importante é o que está em jogo.

No topo da agenda política de Barak Obama e Hu Jintao está a economia, fonte de tensões mas também de ligações cada vez mais profundas.

O principal alvo das críticas americanas é o yuan e o valor artificialmente fraco, segundo Washington . Esta fraqueza dá às exportações chinesas uma vantagem desleal (fraudulenta) nas trocas comerciais, apesar da subida de 3,5% do yuan em relação ao dólar desde Junho.

O défice comercial americano, em relação à China, ronda os 270 mil milhes de dólares para 2011.

Por outro lado, a China detém 900 mil milhões de títulos do tesouro americano; é, aliás, a maior credora da dívida americana.

Alguns críticos, em Wahington, veem Pequim em situação vantajosa, se houver contenda. Mas o analista Kenneth Lieberthal põe água na fervura:

Ambos os governos, ambos os países, são agora extremamente interdependentes. Enfrentam a necessidade de grandes mudanças estruturais nas economias. Temos de entender o que faz cada um, e como e porquê devemos ajudar, porque os ajustes estruturais funcionam para os dois países”.

No terreno diplomático, Washington quer obter da China mais ajuda para convencer a Coreia do Norte, de quem Pequim é o principal aliado financeiro, a abandonar o programa nuclear.

O mesmo para o Irão. Washington quer tentar obter de Pequim uma posição mais firme em relação ao programa nuclear de Teerão do que demonstrou até agora.

Todos estes elementos colocam a viagem do presidente chinês aos Estados Unidos ao nível da visita histórica de Deng Xiaoping em 1979, que inaugura uma nova era entre os dois países.