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Parceria norte-americana e chinesa

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Parceria norte-americana e chinesa

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Operação sedução em ecrã gigante em Times Square, Nova Iorque. É um vídeo de promoção com o anunciado objetivo de mostrar a imagem de uma China próspera, em desenvolvimento, democrática e progressista, que destaca os cidadãos em geral, mas também cidadãos de sucesso.

O vídeo, que vai passar 300 vezes ao dia durante um mês, provocou alguma reação nos nova-iorquinos:

“É um grande vídeo, mas se tivesse sido eu a montá-lo, explicaria melhor quem são essas pessoas. Fá-lo-ia de um modo mais educativo, mostrava como se podem conhecer essas pessoas assim como a cultura e indústria chinesa”.

Do outro lado do Pacífico, em Pequim, a fila de espera em frente da embaixada dos Estados Unidos é permanente, apesar do frio. A maioria pretende obter um visto para poder estudar nos Estados Unidos, como a estudante Wang Yue:

“Acho que os norte-americanos são mais amigáveis e acessíveis, e têm tecnologias mais avançadas, por isso acho que posso aprender mais, se for. Os meus colegas, que já lá estão, dizem que o nível de vida é muito bom, por isso quero ir.”

Para estes reformados, fãs de pingue-pongue, a visita de Hu Jintao aos Estados Unidos, é, principalmente, uma boa ocasião para suavizar as tensões entre os dois países, um pouco como há 40 anos durante a chamada diplomacia do pingue-pongue.

“Quando a equipa norte-americana de pingue- pongue visitou a China, abriu as portas aos relacionamentos dipomáticos entre China e Estados Unidos. De modo que se verificou que uma diminuta bola de pingue-pongue pode ter um papel muito importante.”

A China trabalhou intensamente para conseguir esta visita de Estado de Hu Jintao, depois do presidente Obama ter concedido essa honra ao primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh e

depois ao presidente mexicano, Felipe Calderon.