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Viktor Orban contra-ataca críticas dos eurodeputados

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Viktor Orban contra-ataca críticas dos eurodeputados

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Páginas de jornais brancas ou eurodeputados com autocolantes na boca: o protesto contra a lei húngara da Imprensa acolheu o primeiro-ministro Viktor Orban no Parlamento Europeu, onde apresentou o programa da presidência semestral da União Europeia.

Mas a polémica entrou no debate em Estrasburgo. Martin Schulz, líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, afirmou: “Numa democracia, Senhor primeiro-ministro, os ‘medias’ controlam o poder. Com esta lei é o contrário. É o poder que controla os ‘media’”. Daniel Cohn-Bendit, dos Verdes, acrescentou: “Hoje, senhor Orban, você está a tornar-se num Chávez europeu, um nacional-populista”.

Viktor Orban contra-atacou.

O chefe do governo magiar pediu que não se misture política nacional e europeia, pois está pronto a defender as suas ideias: “Não façam uma amálgama entre as vossas críticas e as ações em relação à política interna da Hungria e a presidência húngara da União Europeia. Naturalmente, estou pronto para o combate, a fazer face ao desafio e a responder às vossas críticas. Mas se houver amálgama, não é apenas a Hungria que sofrerá as consequências, será toda a União Europeia”.

A OSCE classifica a lei húngara da Imprensa como um ataque à liberdade de expressão. Viktor Orban reiterou em Estrasburgo que está pronto a mudá-la se a Comissão Europeia considerar ser necessário. Bruxelas começou a analisar a legalidade do texto, à luz dos regulamentos europeus, e pediu esclarecimentos sobre alguns pontos.