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Direitos humanos não entravam cooperação entre EUA e China

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Direitos humanos não entravam cooperação entre EUA e China

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As duas maiores potências mundiais tentam ultrapassar as divisões, em plena crise económica.

Barack Obama acolheu hoje o presidente chinês em Washington numa visita marcada pela assinatura de vários contratos comerciais, mas ensombrada, uma vez mais, pela falta de flexibilidade da moeda chinesa e pelas inquietações quanto ao respeito dos direitos humanos.

Para o presidente chinês, “a cooperação entre a China e os Estados Unidos é benéfica para os dois países. Devemos manter o bom senso na evolução das nossas relações, respeitar a soberania e a integridade territorial respectiva”.

As discussões que se vão prolongar nos próximos dias, centraram-se também na cooperação militar e diplomática, relativa ao dossiê do nuclear iraniano e norte-coreano.

“Eu fui bastante claro com o presidente Hu sobre o tema dos direitos humanos, ocasionalmente há tensões entre os nossos governos. Mas penso que podemos discutir este tema de uma forma clara e franca”.

Para selar a nova era de cooperação entre os dois países, o presidente chinês anunciou a compra de 200 aviões da Boeing, um negócio que permitirá criar mais de 200 mil empregos nos Estados Unidos.

O maior credor de Washington, aceitou por seu lado facilitar o acesso das empresas norte-americanas ao país.

A visita de Hu, a primeira de um líder chinês nos últimos 14 anos, prossegue amanhã, com uma visita de dois dias a Chicago, a terra-natal de Barack Obama.