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Cinema europeu regista quebra de receitas em 2010


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Cinema europeu regista quebra de receitas em 2010

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Uma das obras do cinema europeu mais rentável de 2010 foi o filme francês “Oceanos” de Jacques Pérrin e Jacques Cluzaud.

Na Europa, a França é líder no domínio da co-produção. Mas em 2010, o sector registou uma quebra ao nível das receitas, apesar do sucesso de algumas grandes co-produções não necessariamente em língua francesa.

“Temos muitos co-produções com países europeus, Surgem novos mercados com pequenas produtoras associadas. Há muita mistura”, afirma Tonie Marshall, presidente da Comissão Artística da Unifrance e realizadora.

Uma das produções francesas mais rentáveis de 2010 foi “Ghost writer” – um filme em inglês.

“Este ano tivemos ‘Ghost Writer’ mas Polanski trabalha em França desde sempre. Podemos considerar que é um filme em língua inglesa feito por quem? Um europeu desde sempre”, considera a realizadora francesa.

Todos os anos, mais de 400 empresas de todo o mundo reúnem-se em Paris para comprar filmes europeus.

“Estamos interessados em todo o tipo de filmes europeus, compramos muitos filmes franceses,alemães, italianos e muitas co-produções. Estamos à procura de grandes filmes de autor”, conta Lucas Freyer, da ABC Cinema.

Para os distribuidores, é cada vez mais difícil resistir às produções americanas.

“Em 2010, infelizmente, os filmes franceses e europeus perderam terreno. As grandes produções e os filmes independentes dos Estados Unidos aumentaram significativamente a participação no mercado russo”, relata um comprador russo.

Algumas produções jogam o jogo do inimigo. É o caso do filme “From Paris with Love” de Pierre Morel, uma bem sucedida produção europeia americanizada.

Outra das apostas de futuro são as novas formas de visionar filmes.

“O video on demand está a explodir. A Gaumont em França foi um dos primeiros estúdios a transmitir através do iTunes, em direto. É algo que queremos desenvolver a nível internacional”, diz Cécile Gaget, da Associação dos Exportadores de Filmes.

É cada vez difícil designar a nacionalidade de uma obra cinematográfica. É o caso do filme “O concerto”, de Radu Mihaileanu, um sucesso romeno produzido pela França.

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