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Tunísia celebra libertação dos presos políticos

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Tunísia celebra libertação dos presos políticos

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Depois da revolução, a tão aguardada libertação dos presos políticos. Na Tunísia, o regresso a casa destes homens constitui o virar de uma página. Um momento histórico acompanhado pela legalização dos partidos proibidos até agora.

O governo de transição decretou três dias de luto nacional, a partir desta sexta-feira, “em memória das vítimas” da revolução.

O movimento nasceu em Sidi Bouzid, uma pequena cidade de quarenta mil habitantes. A 17 de dezembro, Mohammed Bouazizi, um vendedor ambulante, imolou-se pelo fogo, depois de lhe ter sido confiscado o carrinho de mercadorias.

A sua morte inspirou a revolta de uma nação, como exprime uma mulher: “O senhor Bouazizi é um mártir, um herói, um símbolo. Agradeço-lhe por me ter libertado dos meus medos.”

Esta quinta-feira, pela primeira vez, foi autorizada uma manifestação diante da sede da Assembleia Constitucional Democrática (RCD), o partido do presidente deposto Ben Ali.

Os manifestantes voltaram a pedir a demissão do governo transitório. Não querem que a revolução lhes seja confiscada pelos ministros que transitaram da era do presidente deposto para o novo executivo.

Para tentar acalmar os ânimos, todos os ministros abandonaram o RCD. Além disso, o governo anunciou que o Estado vai tomar posse dos bens deste partido, símbolo da repressão e da corrupção.