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Haiti, Amnistia Internacional quer investigar Duvalier

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Haiti, Amnistia Internacional quer investigar Duvalier

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No Haiti, uma centena de apoiantes juntaram-se, sexta-feira, para apoiar “Baby Doc”.
 
O antigo ditador Jean-Claude Duvalier regressou
ao país, no início da semana, e a justiça haitiana já o acusou de desvio de fundos e abuso de poder durante os anos que esteve no poder, entre 1971 e 1986.
 
Duvalier foi deixado em liberdade mas está
proibido de sair do país.
 
As razões do seu regresso ao país não foram esclarecidas por “Baby Doc”:
“Desde o momento em que decidi voltar ao Haiti para comemorar este triste aniversário com vocês no nosso país, eu tenho estado a aguardar por todos os tipos de perseguição.”
 
A Amnistia Internacional quer aproveitar a presença de Duvalier no país para avançar com uma investigação sobre o antigo ditador, revelou Gerrado Ducas da Amnistia Internacional:
“Ele tem de permanecer no Haiti enquanto a investigação durar. Pode ser 3 meses, pode ser 1 ano, pode ser 2 anos; mas Duvalier tem de permanecer no Haiti.”
 
O regresso de Duvalier ao Haiti fez
crescer a instabilidade criada pelo impasse eleitoral das presidenciais, cujo resultado preliminar
da primeira volta, de 19 de dezembro segundo a Organização dos Estados Americanos, “contem irregularidades” e deve de ser corrigido.
 
O candidato Michel Martelly, apoiado por Nações Unidas e Estados Unidos, foi afastado da corrida presidencial na primeira volta mas deseja ser reintegrado na lista de candidatos para a segunda volta.
 
O conselho eleitoral pode vir a proclamar os resultados definitivos da primeira volta no fim do mês.
 
Os representantes da ONU esperam que a segunda volta se realize em meados de fevereiro.
 
O Haiti, que foi devastado por um sismo há um ano, encontra-se numa situação sanitária desastrosa, com uma epidemia de cólera.