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Cavaco Silva: três vezes primeiro-ministro e duas presidente

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Cavaco Silva: três vezes primeiro-ministro e duas presidente

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Afirma-se acima dos partidos. Cultiva uma imagem de árbitro imparcial, o que contribui para a grande popularidade.

Aos 71 anos, Anibal Cavaco Silva tem, de novo, nas mãos o poder de dissolver o Parlamento, embora os analistas assegurem que não o vai fazer neste período especialmente difícil para o país.

Em 2006, foi eleito para a presidência à primeira volta.

Desde o princípio do mandato que coabita com o governo socialista de Sócrates. Mas opta por uma cooperação estratégica para substituir o partidismo pelo interesse nacional, que tem vindo a degradar-se desde 2009.

Começou a interessar-se por política com a queda da ditadura.

Em 1980 foi designado ministro de Finanças: uma pasta à medida do antigo aluno brilhante, vindo de uma família modesta, licenciado e doutorado em Economia.

A partir de então, a ascensão no Partido Social-democrata foi fulgurante.

Em 1985 foi nomeado secretário-geral do partido, e ganhou, a seguir, as eleições legislativas.

Cavaco Silva foi reeleito pelo PSD, em 1987, com maioria absoluta no Parlamento.

Repetiu a proeza em 91, também com maioria absoluta.

Portugal tinha entrado na União Europeia, ex-CEE, em 1986 e viveu, a partir de então, um longo período de estabilidade política, com um ciclo de grandes transformações económicas e sociais e de modernização do país.

Mas a crise económica europeia, em 1993, e o desgaste do poder levaram-no a renunciar a um novo mandato e a fazer uma mudança de rumo: em 1996, lançou-se na corrida à Presidência da República. Mas perdeu frente ao ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e candidato do Partido Socialista, Jorge Sampaio.

Nessa altura, Cavaco retirou-da vida política para se dedicar ao ensino em exclusividade.

Quando reapareceu em 2006, com uma candidatura independente, a vitória foi imediata.

O primeiro mandato presidencial foi marcado pelo consenso, em nome do interesse nacional, e a seguir pela crise económica.

Desta vez prometeu uma presidência mais dinâmica e ativa.