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Mundo atento à eleição de Cavaco Silva

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Mundo atento à eleição de Cavaco Silva

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A re-eleição de Aníbal Cavaco Silva regista reações diversificadas na imprensa internacional. Se para os jornais belgas e espanhóis o destaque vai para uma abstenção recorde, os matutinos alemães falam sobretudo da crise institucional e das relações entre o governo e a presidência da república.

Para todos, é a responsabilidade do futuro económico do país, que está em causa. Um tema que o presidente eleito acentou no discurso de vitória:

“Exercerei uma magistratura ativa, co-operando lealmente com todos os órgãos de soberania para a defesa dos grandes objetivos estratégicos nacionais. No imediato as prioridades são o combate ao flagelo do desemprego, a contenção do endividamento externo e o reforço da competitividade da nossa economia”.

Apesar da vitória sem equívocos, não há clima para festejos. Os portugueses regressam esta segunda-feira ao trabalho com a convicção de que nada vai mudar nas suas vidas. E é esse sentimento que exprimem aos repórteres nas ruas:

“Acho que vamos ficar igual. Não vai haver melhoras nem pioras. Vai ficar tudo igual, é tudo mais do mesmo”.

“Acho que vai ficar tudo na mesma como estava, ou ainda vai ficar pior”.

Porque, se os eleitores optaram pela estabilidade, os receios quanto ao futuro não se atenuaram com a eleição. Numa entrevista, ao jornal espanhol El Mundo, o ministro da Economia volta a afirmar que “Portugal não precisa da ajuda financeira de Bruxelas e do Fundo Monetário internacional (FMI), sublinhando que o governo está a tomar medidas de acordo com as exigências da União Europeia.