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Revelações da imprensa minam processo de paz para o Médio Oriente

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Revelações da imprensa minam processo de paz para o Médio Oriente

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Os palestinianos têm vindo a fazer cedências em relação ao estatuto de Jerusalém e aos colonatos nas negociações de paz com Israel.

A revelação está a ser feita pela estação de televisão Al Jazira e pelo jornal britânico “The Guardian”. A televisão do Qatar garante que tem 1600 documentos para divulgar, mas não esclarece qual é a origem.

Os líderes palestinianos já começaram a reagir. O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas acusa os dois órgãos de comunicação de quererem “criar a confusão”.

Saeb Erekat, o negocidador palestiniano visado nestas revelações fala de mentiras e diz que o que foi divulgado está deformado e fora de contexto.

Nas ruas de Ramallah, o assunto também suscita reações:

Um palestiniano diz que não está surpreendido porque “desde os acordos de Oslo, as negociações não trouxeram nenhum benefício porque, até agora, as negociações não tiveram qualquer resultado”.

Outro defende que “é melhor viver sob ocupação do que com acordos assinados por líderes palestinianos que desistem dos territórios”.

Mas para outro cidadão “as revelações são mera propaganda já que ninguém pode ceder a sua terra”, enquanto que para outro “os media têm o direito de publicar e revelar informação e esse direito tem que ser garantido, mas é preciso reagir a estas alegações de forma a explicaar aos palestinianos a realidade”.

Uma das primeiras reações foi de fúria contra as intalações da Al Jazira na Cisjordânia. Cerca de 250 pessoas dirigiram-se ao edifício, onde quebraram diversos vidros e deixaram as inscrições: “Al Jazira espiões” e “Al Jazira igual a Israel”.

Foi precisa a intervenção da polícia para dispersar o movimento de protesto.