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Cairo ardente Cairo

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Cairo ardente Cairo

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No Cairo, milhares de egípcios desafiam as autoridades e protestam contra o Governo de Hosni Mubarak, de 82 anos,  no poder há trinta.
 
O presidente ainda não designou sucessor mas especula-se sobre a entrega do poder ao seu filho, alvo de muitas críticas e também dos protestos. 
 
Nesta altura registam-se pelo menos três mortos em diferentes cidades, um deles um polícia vítimas dos confrontos no centro da capital.
 
Os egípcios querem uma mudança de poder e no país os protestos assumem proporções que não se viam desde de 1970.


 
“Nós temos numerosas exigências, a começar pela demissão do presidente Moubarak, seguidas de reivindicações sociais, económicas e políticas. Estamos a tentar algo de novo e podemos dizer que é como um recém nascido não se sabe o que vai dar”.
 
Além do presidente, também o ministro do Interior e a polícia foram alvo de contestação. 
 
O Cairo foi o principal centro dos protestos mas registaram-se também grandes manifestações em Alexandria, no norte, e Assouan no Delta do Nilo.  
 
A manifestação foi inspirada pela onda de protestos populares que vem sacudindo a Tunísia desde dezembro e que levaram à renúncia do presidente Ben Ali.