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Davos quer enviar mensagem de confiança aos mercados

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Davos quer enviar mensagem de confiança aos mercados

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O Fórum Económico Mundial de Davos arrancou com um minuto de silêncio em memória das 35 vítimas mortais do atentado terrorista no aeroporto Domodedovo, em Moscovo, na segunda-feira.

O presidente russo encurtou o discurso de abertura mas fez questão de estar presente para assegurar os investidores quanto à estabilidade do seu país.

Este ano, Davos quer enviar aos mercados uma mensagem de otimismo, baseada no potencial de crescimento dos países emergentes. De acordo com um estudo da PriceWaterhouseCoopers (PWC), publicado esta quarta-feira, a China, o Brasil e a Índia – juntamente com os Estados Unidos – são os países com mais potencial de crescimento. Além disso, este ano, o nível de confiança dos empresários é quase equivalente ao que antecedeu a crise, revela o estudo.

“O ambiente em Davos é realmente positivo”, comenta BG Srinivas, o vice-presidente de Infosys, uma empresa indiana das tecnologias da informação. “Há um elevado grau de optimismo tanto pela comunidade de negócios como pelos governos e associações de comércio que se juntaram aqui. Comparado com o ano passado, o estado de espírito é positivo.”

Mas crescente peso dos países emergentes, as guerras cambiais, a crise do euro e as dívidas soberanas apelam à prudência.

Françoise Gri, da empresa de recrutamento Manpower, alerta que “é preciso ser prudente porque se está a acabar um certo número de apoios e na segunda parte de 2011 poderá haver mais dificuldades de retoma no setor”.

Até domingo, Davos reúne cerca de 2500 membros da elite económica e política para debater sobre os desafios do planeta.

“Uma das mensagens a reter de Davos é estar consciente dos perigos”, explica a enviada especial da Euronews. “O fórum identificou um certo número de riscos, desde a globalização, às mudanças promovidas pelas acelerações tecnológicas e a deslocação das estruturas de poder. Enfrentar esta nova realidade pode abrir caminho a uma retoma sustentável.”