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Egito: "Um novo tipo de oposição"?

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Egito: "Um novo tipo de oposição"?

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No Egito, milhares de manifestantes reclamaram ontem a demissão do presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1981.

No Cairo, em Alexandria e na cidade portuária de Suez registaram-se confrontos com as forças da ordem dos quais resultaram pelo menos cinco vítimas mortais.

A contestação inspira-se na revolta popular tunisina: “O que aconteceu ontem provou que os egípcios podem revoltar-se. Muita gente disse que para a mudança são necessárias dezenas de anos. O que se passou na Tunísia provou que 29 dias de protestos puderam mudar um regime que esteve no poder 23 anos”, defende um cidadão anónimo. Outro acrescenta: “Precisamos de reformas políticas e económicas. As eleições para o Shura e para a Assembleia Popular foram uma fraude. No próximo mês vamos ter eleições presidenciais e nenhum partido político tem hipóteses contra o candidato do NDP”.

Mohamed Elhamy, correspondente da Euronews no Cairo, levanta a questão: “Será o início de uma revolução ou apenas uma vulgar manifestação?

Ninguém sabe, mas o certo é que as manifestações de ontem provaram que existe um novo tipo de oposição nas ruas do Egito. Uma oposição que não vem dos partidos ou movimentos políticos, mas que exige uma mudança”.