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Noite púrpura no Cairo

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Noite púrpura no Cairo

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A noite esteve ao rubro, na praça Al-Tahrir, no centro do Cairo. Granadas de gás lacrimogéneo, canhões de água e 30 mil membros das forças da ordem mobilizados para dispersar os cerca de 15 mil manifestantes.

Contagiados pela brisa de esperança que sopra da Tunísia, os egípcios estão na rua: exigem a demissão do presidente Hosni Mubarak, no poder há três décadas.

“Os polícias tratam-nos como cães”, diz um manifestante, que acrescenta: “Deus vai puni-los!” Num país onde mais de 40% da população vive com menos de dois dólares por dia, os manifestantes estão determinados: “Vamos continuar o que começámos ontem. Vamos ficar aqui até que consigamos fazer cair o regime.”

“Abaixo, abaixo Hosni Mubarak” é o principal ‘slogan’ gritado nas ruas do Cairo. O outro mais ouvido é o que exige “pão, liberdade e dignidade”, um ‘slogan’ já gritado na vizinha Tunísia.

O presidente Hosni Mubarak está no poder desde 1981. Estão previstas eleições em setembro mas os egípcios receiam que o poder passe diretamente para o filho, Gamal Mubarak.