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Bélgica: mediador desiste das tentativas para formar governo

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Bélgica: mediador desiste das tentativas para formar governo

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Depois de 227 dias sem governo, o rei belga volta a estar confrontado com a possibilidade de eleições antecipadas. Alberto II aceitou a demissão de Johan Vande Lanotte, o mediador que há três meses tentava conciliar flamengos e francófonos para formar governo. Em conferência de imprensa, Lanotte anunciou ter dito ao rei que não é possível sair do impasse político.

“Qualquer acordo exige que as diferentes partes tomem decisões difíceis. Para isso, não se pode defender unicamente as próprias propostas, tem de se estar disponível para examinar as propostas dos outros com abertura de espírito, mesmo que elas saiam dos limites do quadro institucional vigente”, declarou Lanotte.

Sem executivo desde Junho do ano passado, a Bélgica já bateu o recorde europeu da maior crise política e caminha para o recorde mundial detido pelo Iraque.

Uma situação que exaspera os belgas. Este domingo, cerca de 35 mil pessoas, entre flamengos e francófonos, juntaram-se numa “marcha da vergonha” pelas ruas de Bruxelas. Reclamaram um governo e exigiram o fim da crise política.

Esta quinta-feira, o rei volta às negociações com os diferentes partidos. Se o impasse persistir, poderá ter de convocar eleições antecipadas, o que poderá radicalizar os que defendem a divisão do país.