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Egito a ferro e fogo pelo terceiro dia consecutivo

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Egito a ferro e fogo pelo terceiro dia consecutivo

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Pelo terceiro dia consecutivo, os egípcios exigem que Hosni Mubarak abandone o poder – inspirados pelas manifestações que levaram à queda de Ben Ali, na vizinha Tunísia.

As manifestações, violentas, já provocaram a morte a seis pessoas e ferimentos em cerca de seiscentas. Mais de 1200 pessoas foram, entretanto, detidas.

Já esta quinta-feira, o Egito foi abalado por novas manifestações. Violentas. Sobretudo no norte, no Suez, em al-Mansurah et Ismailia. A polícia recorreu a mesmo granadas de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

O governo tenta também silenciar a imprensa da oposição e as redes sociais da internet são de difícil acesso. “Todas as nações se revoltam. O povo está farto, os preços não param de aumentar e não temos dinheiro para comer”, explica um habitante. Uma opinião que não é, contudo, partilhada por todos. “Porque é que protestam? Temos uma boa vida. Porque é que queremos imitar os outros? Não podemos continuar a manifestar-nos de forma violenta, incendiando carros, agredindo as pessoas e a polícia. É completamente inaceitável”, declara outro habitante.

O governo convocou uma reunião de crise, no Cairo. O primeiro-ministro exorta os manifestantes a não se deixarem manipular pelos islamitas.

Para esta sexta-feira, está prevista uma manifestação gigante. O opositor Mohamed El-Baradei, antigo diretor da Agência Internacional de Energia Atómica, prometeu regressar ao país para manifestar também.