Última hora

Última hora

Davos: Os vários remédios para a crise

Em leitura:

Davos: Os vários remédios para a crise

Tamanho do texto Aa Aa

Como relançar o crescimento económico e reduzir os défices? No Fórum Económico de Davos ficou evidente que há vários remédios para o mesmo mal.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu a cura de austeridade, implementada pelos europeus, a começar pelo plano implementado pelo seu governo: “Nós conseguimos extirpar-nos da zona de perigo, com um programa de austeridade ambicioso. Mas é um programa para durar vários anos porque, quando se tem 10% de défice, não se pode resolver tudo do dia para a noite. Estou confiante que, se nos mantivermos fiéis ao programa e se cumprirmos as nossas promessas, a economia britânica e a economia europeia podem sofrer um novo impulso”.

Segundo a enviada da euronews a Davos, Isabelle Kumar, “Os europeus escolheram a prescrição de uma boa dose de austeridade para curar os seus males, mas nem todos estão de acordo sobre o remédio. Entre as vozes opositoras há a do secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner”.

Para o responsável americano cortar de forma abrupta nos investimentos poderá afetar a retoma económica: “Os fundamentos básicos do crescimento serão a qualidade do talento que produzimos através do nosso sistema educativo. São a capacidade do governo em investir em setores onde só os executivos podem, porque o mercado não vai investir, ele mesmo e o que é necessário, na ciência e na investigação”.

Duas visões opostas. Duas formas de agir face à crise. Mas qual é a melhor? Os resultados, esses, só serão visíveis nos próximos meses e anos.