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Egito: protestos continuam após recolher obrigatório

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Egito: protestos continuam após recolher obrigatório

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O recolher obrigatório não trava os protestos no Egito. Depois de uma sexta-feira negra para o presidente, Hosni Mubarak decretou a aplicação da medida nas cidades do Cairo, Alexandria e Suez.
 
No mesmo decreto, o chefe de Estado egípcio pede ao Exército para apoiar a polícia e reforçar a segurança.
 
Pelo menos treze pessoas morreram na cidade de Suez e cinco no Cairo, onde também há registo de mais de mil feridos.
 
O recolher obrigatório começou às seis da tarde e dura até às sete da manhã. Ainda assim, ao início da noite continuaram a ouvir-se tiros na capital.
 
A televisão estatal difundiu imagens dos tanques do exército a serem saudados pelos cidadãos. Mas a mesma televisão foi atacada ao início da noite, assim como o ministério dos Negócios Estrangeiros.
  
O recolher obrigatório é uma resposta à fúria dos manifestantes, que saquearam e incendiaram a sede do partido no poder no Cairo e duas esquadras de polícia. 
 
Os manifestantes formaram, depois,  uma cadeia humana para proteger o museu egípcio ameaçado pelas chamas.  
 
Ao quarto dia de manifestações sem precedentes, o Cairo é uma cidade sitiada pelos manifestantes, que exigem o fim do regime de Hosni Mubarak.