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NATO-Rússia: Os dossiês da nova cooperação

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NATO-Rússia: Os dossiês da nova cooperação

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O ciberterrorismo, a guerra no Afeganistão, o terrorismo no Cáucaso: não faltam temas de cooperação entre a Rússia e a NATO, como ficou demonstrado nos dois dias de reunião do Comité Militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Moscovo pediu pela primeira vez à NATO para colaborar no domínio da defesa cibernética. No que diz respeito ao terrorismo, a vontade de cooperação permanece inalterada, após o atentado de segunda-feira no aeroporto moscovita de Domodedovo, que fez 35 mortos. As autoridades russas acusam grupos islamitas do norte do Cáucaso.

O general Makarov, chefe do Estado Maior russo, afirma: “O ataque terrorista em Moscovo representou grandes perdas de vidas, um evento terrível, que tem de ser investigado. Os autores têm de ser punidos. Discutimos também as perspetivas de cooperação entre a Rússia e a NATO nesta área. Estamos a trabalhar nesta direção e planeamos intensificar este trabalho”.

Do lado americano reitera-se também a vontade de trabalhar com a Rússia.

Segundo o Almirante Michael Mullen, “na área do terrorismo e contraterrorismo há muito espaço para trabalhar juntos. No meu relacionamento com o general Makarov e no relacionamento entre os Estados Unidos e a Rússia, passamos muito tempo a ver como poderíamos trabalhar juntos de um ponto de vista do contraterrorismo, e penso que a NATO tem a oportunidade de fazer a mesma coisa”.

A nova cooperação NATO-Rússia faz-se sentir no Afeganistão. Moscovo autoriza, por exemplo, o uso do seu território para a logística das tropas da ISAF e irá formar pilotos afegãos.