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Egípcios em cólera

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Egípcios em cólera

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Inflamados pelo exemplo da revolução tunisina, os Egípcios têm aumentado o tom da contestação. Querem o fim do regime de Hosni Mubarak, no poder há 3 décadas.

Esta sexta-feira foi considerada o dia mais violento desde que os protestos tiveram início no dia 25. Os motivos da insurreição são claros. “Trinta anos, chega! Têm estado no poder todo este tempo. Trouxeram a corrupção para o país. Compram trigo para os animais, à Rússia, e vendem-no a nós, como alimentos para as pessoas”, diz um manifestante. Outro diz que “os que querem mudanças, têm de pensar em quem é que vem depois de Mubarak. Queremos é que o sistema mude. É o regime que é corrupto”, diz.

Várias cidades voltaram a ser palco de protestos. Dois terços dos 80 milhões de egípcios têm menos de 30 anos e muitos estão desempregados. 40 por cento dos egípcios vivem com menos de dois dólares por dia.

Eleições estavam marcadas para Setembro e até agora poucos duvidavam que Mubarak ia controlar o poder ou que haveria um sucessor como o filho, Gamal. Agora, o futuro imediato parece estar nas mãos do exército.