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Egito: Manifestantes não baixam braços

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Egito: Manifestantes não baixam braços

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Os manifestantes mantêm-se nas ruas das principais cidades egípcias, num sinal de protesto ao novo executivo apontado por Hosni Mubarak.

Num desrespeito ao sinal de recolher obrigatório, milhares de pessoas continuam concentradas nas principais artérias da capital do país.

Apesar de não haver registo de confrontos significativos, o descontentamento que exige a renúncia do chefe de Estado parece longe de abrandar.

Alvo principal da revolta popular, Hosni Mubarak nomeou um vice-presidente pela primeira vez desde que chegou ao poder, há quase 30 anos.

Trata-se de Omar Suleiman, o poderoso chefe dos serviços secretos e confidente de Mubarak, que alcança um cargo visto como a antecâmara para a cadeira do poder.

As agências de notícias internacionais consideram que a nomeação de um vice-presidente é “um passo claro” de Mubarak para encontrar um sucessor, face aos pedidos de demissão exigidos pelos egípcios.

As suspeitas ganham força numa altura em que o general Ahmed Chafik, ministro da Aviação, foi encarregado por Mubarak para formar um novo Governo.

Aguarda-se para ver até que ponto estas notícias vão condicionar o curso dos protestos. O certo é que desde o início dos protestos já morreram pelo menos cem pessoas nos confrontos no Cairo, Alexandria e Suez.

O número de feridos ronda já os dois mil. Números, dizem os manifestantes, que Mubarak poderá inverter se deixar o poder.