Última hora

Última hora

Turistas retidos no Egito

Em leitura:

Turistas retidos no Egito

Tamanho do texto Aa Aa

Entrar ou sair do Egito é por estes dias uma tarefa difícil.

Milhares de turistas foram apanhados desprevenidos pela vaga de contestação que assola o país.

Durante a manhã cerca de 2.000 passageiros tentaram obter, sem sucesso, um bilhete de avião no aeroporto da capital.

A transportadora aérea do Egito cancelou dezenas de voos devido ao recolher obrigatório imposto pelo presidente Hosni Mubarak. Muitas companhias internacionais estão a seguir o exemplo.

Por razões de segurança, o governo português aconselha as pessoas a não viajarem para o Egito.

Fonte do gabinete do Secretário de Estado das Comunidades garante que os portugueses que residem no país – 100 no total – não pediram até ao momento qualquer tipo de ajuda.

“O pior de tudo é não termos acesso à internet nem ao telefone. Se tivéssemos internet podíamos contactar a família, mas isso não foi possível. O Egito é um país seguro. E isto não é um ato de terrorismo, mas apenas um protesto, o que é uma grande diferença” afirma uma turista.

Um protesto que obrigou o país a fechar portas.

Centenas de militares foram mobilizados para evitar que o museu do Egito fosse saqueado.

No meio do caos, dezenas de civis juntaram-se ao exército na defesa de um património com cerca de 5000 anos.

À falta de alternativas, os turistas que se encontram no país aproveitam para assistir a uma revolução, sem precedentes, na história do Egito.