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Exército egípcio patrulha cidade do Cairo

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Exército egípcio patrulha cidade do Cairo

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Por ar e por terra, o Exército egípcio patrulha as ruas do Cairo.
 
Vários aviões de caça e helicópteros estão a sobrevoar a baixa altitude a capital do Egito e principalmente a Praça da Libertação, epicentro da revolta popular.
 
O cenário é tenso. Nuvens de fumo, chamas e destruição transformaram o Cairo.
 
A par dos tanques, camiões de transporte militar deslocam-se pelas ruas, lado a lado com o trânsito caótico.
 
As manobras militares parecem não intimidar os manifestantes que mostram determinação e não arredam pé. 
 
A atuação do Exército é vista como um elemento chave para o desenrolar do processo. Nas ruas, as atenções voltam-se para os militares, perante a hipótese de os soldados virem a alinhar com a população.
 
Laicos e islamitas, jovens e velhos: a onda de protestos, que também ocorre em outras grandes cidades do país como Alexandria e Suez, é de longe a maior e mais importante desde 1981, quando Hosni Mubarak chegou ao poder.
 
Aconteceu há três décadas, mas agora o chefe de Estado enfrenta pedidos de renúncia.
 
Este é já o sexto dia consecutivo de protestos, que provocaram a morte a mais de cem pessoas, de acordo com a cadeia de televisão Al-Jazeera.
 
O clima de insegurança que domina as principais cidades do país aumentou ainda mais neste domingo, com a fuga de dezenas de prisioneiros.
 
Entre eles estão 34 elementos da Irmandade Muçulmana, inclusive sete dirigentes do movimento da oposição.
 
O mesmo cenário repetiu-se noutras prisões.
Entretanto, dezenas de prisioneiros que tinham escapado da cadeia de Abu Zaghbal, depois de uma rebelião, voltaram a ser capturados.
 
A polícia começa a dar sinais de desgaste e alguns agentes acabaram mesmo por abandonar as esquadras.
 
Nos bairros, a população mobiliza-se em milícias improvisadas para vigiar as propriedades e conter saqueadores, que uma vez capturados são entregues ao Exército.