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Manifestações no Egito preocupam Israel

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Manifestações no Egito preocupam Israel

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A vaga de contestação no Egito preocupa Israel, país vizinho e aliado há mais de três décadas.

Telavive teme que a mudança de um regime no Cairo possa vir a colocar em causa a segurança e a estabilidade no Médio Oriente.

“Os nossos esforços pretendem manter a estabilidade e segurança na região. A paz com o Egito tem mais de trinta anos. O nosso objetivo é mantê-la”, disse Benjamin Netanyahu, no início da reunião semanal do conselho de ministros.

Em nome da segurança, o Egito encerrou a fronteira com a Faixa de Gaza. O posto de Rafah, poderá reabrir este domingo.

Nesta cidade três polícias morreram ontem, vítimas de um grupo de manifestantes beduínos que atacou a sede das forças de segurança egípcias.

Apesar da situação periclitante que se vive no Egito, Israel estará à partida assegurada pela nomeação do general Omar Suleiman para o cargo de vice-presidente egípcio.

O Estado hebraico conhece bem o aliado do presidente Hosni Mubarak e antigo chefe dos serviços secretos.

Omar Suleiman teve um papel notório nos esforços de mediação entre palestinianos e Israel depois da segunda Intifada em 2000, destacando-se também num breve cessar-fogo em 2003.

Os analistas dizem que a relação entre o Egito e Israel não deverá ser afetada, caso Mubarak deixe o poder e seja substituído interinamente por alguém ligado à tradição militar que reina no Cairo.

A grande dúvida está em saber quem ocupará a presidência egípcia em caso de eleições.