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Egito: Exército "não usará a força contra a população"

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Egito: Exército "não usará a força contra a população"

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O exército egípcio anunciou que não vai usar a força contra a população, que reclama a saída do presidente Hosni Mubarak.

Em comunicado, os militares afirmam que as reivindicações dos protestos são “legítimas”, que estão “prontos para assumir a responsabilidade da proteção da nação e dos cidadãos” e que “a liberdade de expressão através de meios pacíficos é garantida a todos”.

A declaração é feita na véspera da “marcha de um milhão” de pessoas, uma iniciativa convocada pela oposição para forçar a queda do regime.

Nas ruas da capital, a população demonstra diariamente desde há uma semana o seu descontentamento com o regime de Mubarak no poder há cerca de 30 anos.

“Recusamos tudo o que vem do partido de Mubarak ou do presidente. Queremos o fim do regime e que seja o povo a escolher o seu futuro”, lança um cidadão.

“Aqui toda a população exige a partida do presidente. Além disso, cabe ao povo escolher o seu líder através de eleições transparentes e livres. É essa a vontade do povo”, acrescenta outro.

“No início, eu tinha medo de vir para a rua, mas hoje estou aqui para apoiar a exigência da maioria e dizer a Mubarak que ele tem de se ir embora”, conclui uma mulher.

O descontentamento é geral, e os egípcios não se deixam impressionar com a remodelação ministerial.

A partir do Cairo, o correspondente da Euronews faz o ponto da situação: “Não há alternativa à queda do regime. É dessa forma que os egípcios respondem ao anúncio do novo governo, que consideram parecido com o anterior.”