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Instabilidade egípcia inquieta mercados

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Instabilidade egípcia inquieta mercados

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Os mercados estão a reagir com inquietude ao clima de alta tensão no Egito.

Os investidores estão preocupados com a hipótese de os tumultos se alastrarem a outros países árabes produtores de petróleo e afetarem assim o fornecimento de “ouro negro”.

O Brent superou os cem dólares o barril pela primeira vez desde Outubro de 2008. No Cairo, epicentro da revolta popular, há lojas e bancos encerrados. As empresas europeias começaram a suspender o funcionamento normal das operações no país.

“A atual situação económica que resultou da crise política é difícil. A economia foi incapaz de suportar tamanha crise. Resultado: as linhas de montagem pararam e os interesses económicos ficaram expostos a um perigo real”, diz o economista Salah Al Desouky.

A agência de notação Moody’s baixou esta segunda-feira a classificação do Egito, devido “ao aumento do risco político” e os receios foram visíveis nas bolsas de Amã e Telavive, um aliado do Cairo.

Em Lisboa, o BES e a Portugal Telecom brilharam na primeira sessão da semana e fizeram a bolsa portuguesa liderar as subidas na Europa.

O índice de referência nacional, o PSI 20, valorizou esta segunda-feira 0,92 por cento, enquanto as principais praças europeias fecharam sem tendência definida, penalizadas pelos conflitos no Egito.