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Tunísia: Líder islâmico regressa do exílio

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Tunísia: Líder islâmico regressa do exílio

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O líder islamita tunisino, Rachid Ghannouchi regressou este domingo ao país, após 20 anos de exílio na Grã-Bretanha.

Antes mesmo de viajar para Tunis, Ghannouchi garantiu que não será candidato à primeira eleição presidencial da era pós Ben Ali, e que o seu partido – o Ennahda – não vai apresentar qualquer candidato a esta eleição, mas não excluiu a participação no processo de transição política do país.

Para tranquilizar os mais receosos, sobretudo algumas mulheres, o lider islamita lembrou que cumprirá o acordo assinado com os outros partidos da oposição que preconiza “a liberdade religiosa, o pluralismo político, a liberdade de expressão, a igualdade de direitos entre homens e mulheres, com a instauração da lei do divórcio, sem abandonar o actual código da família.

Gannouchi foi recebido por milhares de pessoas, que cantavam o hino nacional e exultavam o orgulho islâmico reencontrado após duas décadas de perseguição sob o regime de Ben Ali.

O movimento Ennahda – que significa “Renascimento” foi criado por Gannouchi em 1981, inspirado no movimento dos Irmãos Muçulmanos do Egipto. Atualmente afirma-se por um islão moderado, próximo do AKP do primeiro-ministro Erdogan, da Turquia.