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Egito: Convulsões paralisam economia

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Egito: Convulsões paralisam economia

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Sem sinais de abrandamento, a tensão no Egito está a paralisar cada vez a economia do país.

À semelhança da Moody’s, a agência de notação Standard and Poor’s reduziu esta terça-feira o “rating” da dívida de longo-prazo do Egito de “BB+” para “BB”, colocando-a ainda sob “outlook” negativo, pelo que pode voltar a ser revista em baixa nos próximos três meses, se surgirem “novos sinais de instabilidade política”.

Nada está imune à revolta que exige a renúncia do presidente Hosni Mubarak. Estabelecimentos comerciais, bancos, postos de abastecimento de combustível e até a própria bolsa estão encerrados.

O setor do turismo é um dos mais afetados. Em 2010 moveu mais de oito milhões de euros. Os comerciantes começam a desesperar: “Antes desta crise trabalhávamos no setor do turismo, mas agora já não há mais turistas. Compramos a comida no supermercado, mas em muitos estabelecimentos há rutura de stocks e os comerciantes são incapazes de reabastecer. Estamos a morrer de fome”, desabafa Khair Abu Arab.

O preço dos bens essenciais disparou. Uma situação que agrava ainda mais o cenário atual, devido à pobreza que afeta a população. Estima-se que 40 por cento dos egípcios viva com menos de dois euros por dia.

O ministro das Finanças, Samir Radwan, prometeu uma abertura das caixas automáticas dos bancos estatais para pensionistas e funcionários públicos recolherem os salários.