Última hora

Última hora

Egito procura líder

Em leitura:

Egito procura líder

Tamanho do texto Aa Aa

O Egito procura líderes de oposição credíveis, capazes de fazer uma transição do regime e ao mesmo tempo preservar a estabilidade do grande país árabe de 80 milhões de habitantes.

Desde o regresso ao Cairo, há uma semana, que Mohamed ElBaradei, antigo diretor da Agência Internacional de Energia Atómica, AEIA, está pronto para participar num governo de transição e pede a demissão de Mubarak. Sem partido por trás dele, o que pode ser uma vantagem em relação aos outros líderes, também é criticado por ter estado sempre longe do país.

Este jurista de formação, Prémio Nobel da Paz em 2005, fez-se notar no mundo inteiro em Fevereiro de 2003, quando proferiu um discurso muito claro no Conselho de Segurança da ONU:

“Não encontrámos provas de armamento nuclear ou actividades relativas à produção nuclear ilegal no Iraque”.

Mohamed Badie, o líder da Irmandade Muçulmana é outro dos homens do momento. É um conservador e está à frente do poderoso movimento, desde janeiro de 2010.

O movimento, que tenta instalar a lei islâmica pela via democrática, tem estado empenhado em evitar uma radicalização da repressão, por isso não desafiou o poder até agora.

Em 2005, a Irmandade Muçulmana, ganhou um quinto dos assentos parlamentares, mas nas últimas legislativas de Novembro, muito contestadas, foi completamente afastada.

O candidato da terceira via, como se assume, é o advogado Ayman Nour, fundador e dirigente do partido el-Gahd, que quer dizer “amanhã”, laico e progressista.

Candidatou-se contra Mubarak em 2005, o que lhe valeu uma pena de cinco anos por alegada falsificação de documentos para legalizar o partido.

Foi posto em liberdade três anos depois por razões de saúde, mas continua fora do universo eleitoral e não pdoe candidatar-se ao escrutínio do próximo mês de Setembro.

George Ishak é o sindicalista que fundou o Kefaya, que significa “Já chega”. O movimento apareceu em 2004 e galvanizou os críticos de Mubarak durante as eleições de 2005, quando recusou que o filho de Mubarak, Gamal, lhe sucedesse.

Tem um grande apoio da classe média e foi um dos mobilizadores da contestação atual.