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Crise no Egito obriga a mudar agenda da cimeira europeia

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Crise no Egito obriga a mudar agenda da cimeira europeia

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A violência no Egito obriga os dirigentes dos Vinte e Sete a mudarem a agenda da cimeira desta sexta-feira. Estava previsto falar de energia e inovação, mas terão de começar a repensar as relações com o mundo árabe.

Com as crises na Tunísia e no Egito, a União Europeia é criticada por não ter uma posição firme e pelas relações que manteve com os regimes desses países.

Uma atitude denunciada pelo eurodeputado liberal Guy Verhofstadt: “Penso que se a União Europeia e os americanos tivessem tomado uma posição muito firme desde o início e pedido a saída de Mubarak poderia ter sido evitada esta violência”.

No caso do Egito, cinco Estados membros (França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha) e a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, pediram o início da transição, mas os europeus evitam por agora pedir a saída imediata do presidente Mubarak.

Para o eurodeputado Charles Tannock, do grupo Conservadores e Reformistas europeus, “a baronesa Ashton é a voz do mínimo denominador comum, que é uma mudança cautelosa de regime. Pedir uma mudança de regime imediata é sempre arriscado e pode ser visto como ingerência nos assuntos internos de um país que foi um aliado do Ocidente.”

Segundo o correspondente da euronews em Bruxelas, Sergio Cantone: “Com pequenos e tímidos passos, os Estados membros da União Europeia estão cada vez mais convencidos que Mubarak já não está apto para permanecer no poder. Estão, assim, a aproximar-se da despedida de Mubarak. É um facto que o eco dos protestos no Cairo está a influenciar as decisões do Ocidente”.