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UE: Discurso descoordenado face à crise no Egito

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UE: Discurso descoordenado face à crise no Egito

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Os europeus reiteram o apoio a uma transição rápida e pacífica no Egito, mas ao mesmo tempo mostram o quanto é difícil falar a uma só voz, deixando o protagonismo a Catherine Ashton.

Alguns dirigentes deixam um aviso contra novas cenas de violência no Cairo e apelos ao início do diálogo com a oposição. Um deles é o primeiro-ministro britânico, David Cameron: “Se virmos nas ruas do Cairo mais violência patrocinada pelo Estado, a contratação de criminosos para atacar manifestantes, então o Egito e o regime perderão o resto de credibilidade e o apoio aos olhos do mundo, incluindo do Reino Unido”.

Mas o discurso dos europeus é descoordenado e as declarações de alguns dirigentes, como Silvio Berlusconi, alimentam as críticas feitas à União Europeia pela ausência de uma posição firme sobre o futuro de Mubarak e pelo longo apoio dado aos regimes autoritários.

O chefe do governo italiano defendeu que “no Egito pode haver uma transição para o sistema democrático sem um rutura com o presidente Mubarak, que no Ocidente, sobretudo nos Estados Unidos, sempre foi considerado um homem sábio e um ponto de referência em todo o Médio Oriente”

A crise egípcia convidou-se à mesa da cimeira europeia, que tinha sido convocada para falar de energia, inovação e crise do euro. Nesta reunião, a UE terá de refletir sobre a nova política para o mundo árabe, a implementar por Catherine Ashton, que tem prevista para breve uma deslocação à Tunísia e ao Egito.