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Egito: manifestantes na Praça Tahrir prometem manter mobilização

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Egito: manifestantes na Praça Tahrir prometem manter mobilização

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Depois de quase duas semanas de protestos, os manifestantes reunidos na Praça Tahrir do Cairo estão mais determinados do que nunca.

Se por um lado Hosni Mubarak teima em não abandonar o cargo, aqueles que contestam o regime também parecem preparados para manter posição.

A euronews constatou no terreno a organização popular que se instalou quase de forma espontânea.

Este homem explica que “a mesquita al-Rahman foi transformada num hospital improvisado. A todos aqueles que propõem fazer doações, é-lhes dito que não ofereçam dinheiro, mas sim alimentos e medicamentos, que são bastante necessários. Há mesmo pessoas que vêm perguntar o nome dos medicamentos necessários, para depois os irem buscar para doar”.

Apesar dos bens de primeira necessidade e medicamentos oferecidos pelos que defendem a revolta popular, o quotidiano é particularmente duro na praça central do Cairo que se tornou no epicentro da contestação.

Um egípcio explica que tem “bastante fome”. Diz que “esta manhã tinha vertigens” e a ferida que tem na cabeça “começou a sangrar. Precisava de tomar um antibiótico, mas para isso tinha de comer”. Acrescenta que falta de tudo, incluindo instalações sanitárias, e muitas pessoas “não comem” os alimentos que são oferecidos “para responder àqueles que dizem que os manifestantes são pagos”. Mas garante que, “apesar das vertigens motivadas pela fome”, não partirá.

Com a situação normalizada depois de uma quarta e quinta-feira particularmente violentas, os manifestantes prometem não ceder no braço-de-ferro com o poder.