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Irmandade Muçulmana apresenta condições para dialogar

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Irmandade Muçulmana apresenta condições para dialogar

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A Irmandade Muçulmana, principal força da oposição no Egipto, descarta qualquer papel na liderança da revolta popular.

Ao lado dos manifestantes, o líder Mohammed El Beltaqui, insiste na demissão de Hosni Mubarak. Diz estar pronto para dialogar, mas impõe condições:

“Pediram-nos várias vezes para negociar mas recusámos porque consideramos que o diálogo é inútil se não for coletivo. A nossa segunda condição é que as negociações devem ser lançadas depois de Mubarak partir.”

Oficialmente banida da esfera política, a Irmandade Muçulmana conta com influentes redes de ajuda social no Egito. Ao apelo do vice-presidente, El-Beltaqui responde desta forma:

“Não somos contra o diálogo. Esperamos que o diálogo se traduza em resultados que concretizem as aspirações do povo egípcio e ponham fim a esta crise. Mas é fundamental que as negociações expressem as reivindicações dos manifestantes antes de lhes pedirmos para voltarem para casa.”

E para casa os manifestantes garantem que só vão depois de Hosni Mubarak.

Depois da sexta-feira da partida, começa a chamada semana da resistência, ao mesmo tempo que os diferentes partidos da oposição unem esforços para tentar sair deste impasse político.