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Mulheres lado a lado com os homens nas manifestações

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Mulheres lado a lado com os homens nas manifestações

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Destapadas ou cobertas, um grande número de mulheres tem participado nas manifestações contra o regime egípcio.

Um ato de coragem duplo num país, onde as mulheres ainda podem ser consideradas seres inferiores e não ter igual acesso à educação e ao trabalho.

Um ato de coragem duplo num país onde o assédio sexual é considerado um cancro social.

“Eu acho que o Egito se tornou um país. Desde a Irmandade Muçulmana aos comunistas, todos têm o direito de partilhar o poder neste país. Demita-se! Toda a gente neste país lhe pede para se demitir. Acabou! É suficiente! Basta!”, apela uma mulher cristã.

“Todos nós somos um só, nunca nos vamos separar”, diz uma muçulmana, que abraça uma cristã.

“Eu acho que é fantástico! Acho que eles devem continuar e devem manter o espírito. Se ele é teimoso, nós também somos, mais do que ele”, garante uma jovem. A amiga que está ao seu lado conta o que ouviram antes de ir para a Praça Tahrir: “Disseram-nos que ia haver assédio sexual aqui e não vimos nada disso. Estes sim são verdadeiros homens!”

“Temos orgulho neles”, garante a jovem, enquanto a sua amiga acrescenta: “Temos orgulho de sermos egípcias. Pela primeira vez, temos orgulho de sermos egípcias”.

“Os protestos na praça Tahrir estão a mudar muitas coisas no Egito e não apenas o destino de Mubarak. Estas mulheres estão a manifestar-se lado a lado com os homens. A sua revolução é dupla: derrubar com o regime e romper com alguns preconceitos”, afirma o enviado especial da Euronews ao Cairo, Luis Carballo.