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Na Praça Tahrir mantém-se a exigência da saída de Mubarak

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Na Praça Tahrir mantém-se a exigência da saída de Mubarak

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Alheios ou não às primeiras iniciativas de diálogo político, milhares de manifestantes continuam a marcar posição na Praça Tahrir do Cairo.

A bandeira da Tunísia lado-a-lado com a do Egito mostra aquilo que pretendem as vozes da contestação: a saída de cena de Hosni Mubarak, tal como fez Ben Ali.

Esta manifestante diz que “mudanças na direção do partido governante não são suficientes. É preciso erradicar tudo, senão as mudanças não fazem sentido. Mubarak diz que só vai ficar no cargo mais seis meses, até ao fim do mandato, mas o que fará ele da população durante esses meses?”.

Se a Irmandade Muçulmana acabou por ceder ao diálogo, já os egípcios reunidos no epicentro da contestação mantêm as mesmas reivindicações.

Este manifestante afirma que “todos os jovens aqui presentes recusam qualquer negociação antes da saída do presidente”.

Outro enumera “as exigências: a dissolução do parlamento, o fim do estado de alerta, um aumento dos salários, mudanças na Constituição e, sobretudo, a partida de Hosni Mubarak”.

Se o ambiente é descontraído ou mesmo festivo, depois dos episódios violentos da última semana, já o sentimento geral permanece inalterado, como indica o corresponde da euronews Mohamed Elhamy:

“Na Praça Tahrir nada mudou no décimo terceiro dia de protestos. Continuam a exigir a queda do regime, apesar das mudanças a nível político, onde se começa a tentar solucionar a crise pelo diálogo”.