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Egito à procura das vítimas de duas semanas de protestos

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Egito à procura das vítimas de duas semanas de protestos

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A praça Tahrir voltou hoje a render homenagem às cerca de 300 pessoas mortas durante a revolta das últimas semanas.

Várias fotografias de vítimas foram afixadas no centro do Cairo para recordar os manifestantes abatidos pelas forças da polícia, ou agredidos por grupos de partidários pró-Mubarak.

Um drama agravado pelo desaparecimento de mais de uma centena de pessoas, a maioria internautas ou membros de organizações de defesa dos direitos humanos.

Centro de informação da praça Tahrir, um responsável afirma:

“Até agora, já contamos 175 pessoas desaparecidas, a maioria dos quais estará presa”.

Um familiar de uma vítima mortal, um jovem abatido a tiro nos protestos em Suez, deslocou-se hoje à praça Tahrir para manifestar a sua revolta.

“Eu não vou abandonar esta praça, mesmo que todos regressem a casa, para defender o combate do meu filho e de todos os que morreram durante os protestos”.

O departamento de Estado norte-americano confirmou hoje a libertação do responsável do Google no Egito. Wael Ghonim tinha sido raptado por um grupo de homens, pouco depois do motor de busca ter criado um sistema que permitia aos manifestantes partilhar informações através das redes sociais.