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Perdas económicas do Egito serão "enormes"

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Perdas económicas do Egito serão "enormes"

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O Governo egípcio ainda não sabe quanto é que os protestos vão custar, mas tem a certeza que as perdas económicas serão “enormes”.

Bancos, correios e bombas de gasolina reabriram no domingo, após vários dias de paralisação. A bolsa continua encerrada.

Quem quis movimentar as contas, teve de esperar horas. “Os últimos sete ou oito dias afetaram todo o país. Os bancos estiveram fechados. Os correios também não estiveram abertos. Quando abriram, domingo, tudo voltou ao normal, mas ainda há algumas filas”, conta Salamah Hassan, residente no Cairo.

Numa tentativa de limitar os protestos, o Governo mandou cortar o serviço de telecomunicações. Uma decisão que vai sair cara ao país. Segundo uma estimativa da OCDE, o corte da internet durante cinco dias deve custar ao Egito 66,4 milhões de euros. O setor das telecomunicações representa 3 a 4% do PIB. O impacto a longo termo pode ser ainda maior, uma vez que será mais difícil garantir a potenciais investidores estrangeiros que as redes são fiáveis.